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Há vários trens panorâmicos no país, que combinam um transporte entre cidades à um passeio maravilhoso com paisagens incríveis. Escolher um deles não é fácil.

Depois de ler mil vezes os relatos do Ric Freire aqui, não consegui me decidir, porque amei as paisagens do Bernina, e amei também a combinação barco + trem do Wilhelm Tell. Como era de se esperar, resolvi fazer os dois.

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Estávamos em Berna e queríamos aproveitar nosso Swiss Pass – que nos custou um rim – o máximo possível. Por isso dormimos na cidade e resolvemos nos encaminhar para Lucerna, de onde parte o passeio, somente de manhã.

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Cedinho pegamos o trem para Lucerna e chegando lá, o pior cenário possível que minha cabeça poderia imaginar: templo cinza, completamente fechado e a chance do sol aparecer parecia zero. Chegamos a pensar em abortar a missão e ficar em Lucerna, mas como passaríamos o dia com aquele clima, achamos que indo pra longe pelo menos tínhamos uma chance de fugir das nuvens. Seguimos com o plano.

Aqui já começavam as escolhas: panorâmico ou não? A ideia era sim fazer o trajeto em trem panorâmico, mas só isso nos custaria quase 100 francos suíços, mesmo com o Swiss Pass, então decidimos ir no vagão comum, sem nenhum pagamento adicional. E sinceramente, se eu fosse novamente faria a mesma escolha. As janelas já são grandes, o trem comum tem mais opções de horários e o passeio foi lindo do mesmo jeito.

 

No inverno a disponibilidade de horários é mais limitada, se não me engano saem dois barcos por dia no trecho Lucerna – Flüelen. Pegamos o barco das 10 horas e o trecho durou quase três horas. O barco parou em Weggis e Flüelen, e nossa vontade era descer a cada parada, mas então não teríamos tempo de ver os castelos em Bellinzona.

Cabe um adendo, se eu tivesse possibilidade, pararia nos dois, eles parecem lindos e mesmo com aquele tempo, morri de vontade de descer. Talvez uma manhã/tarde em cada um seja suficiente, mas é preciso atentar para os horários dos barcos, para não ficar preso no vilarejo -o que certamente não seria tão ruim.

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Como era escolher entre os vilarejos com tempo fechado e Bellinzona (e a esperança de sol), decidimos seguir viagem em busca de sol.

E não é que deu certo?? Ao longo do passeio de barco o tempo foi abrindo, as nuvens se afastando e antes de chegar em Flüelen o sol já estava brilhando e o céu limpinho. Impressionante, não havia mais nenhuma nuvem no céu.

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Em Flüelen, nossa conexão era de apenas vinte minutinhos, então ficamos perto da estação mesmo, que era na beira do lago. Mais um lugar gracinha que valeria algumas horas pelo menos. Mas, viagens são feitas de escolhar e eu estava louca pelos castelos.

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O nosso último trecho seria no trem panorâmico, mas como já contei, fomos de vagão comum. E foi ótimo mesmo assim. As paisagens eram lindas. Há uma parte em que o trem faz um espiral, entrando na mesma montanha três vezes, cada vez em uma altura diferente. Mas por algum motivo misterioso não encontrei essas fotos.

Chegamos em Bellinzona cerca de uma hora e meia depois de sair de Flüelen. O tempo estava lindo, mas já estava na metade da tarde e sabíamos que o sol iria se por cedo.

Bellinzona possui três castelos medievais construídos no século 15, Castelgrande, Montebello e Sasso Corbato, cujo conjunto é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade. Como eles não são um ao lado do outro, o ideal seria escolher um devido ao nosso curto espaço de tempo. Resolvemos ir a Sasso Corbalo, o mais alto, e de lá teríamos uma vista bonita da cidade e dos outros castelos. Há um transporte gratuito para subir, mas não sabíamos os horários, então fomos caminhando.

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A subida é puxadinha para quem está com pressa,e em uns 30 minutos chegamos lá. O museu do castelo já estava fechada, e não havia ninguém lá. A vista da cidade é linda, e de lá podemos ver Castelgrande e Montebello.

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Descemos e o próximo foi Montebello, o meu predileto.

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Montebello tem lindos e espaçosos jardins, vários locais acessíveis para visita, é possível caminhar em seus muros e ter vistas super bonitas da cidade.

 

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Mais uma vez, estava todo fechado, mas pudemos aproveitar os jardins e assistir ao entardecer.

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Tivemos sorte e os castelos estavam completamente vazios, nem um único turista além de nós.

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E por último, Castelgrande, que fica bem no centro da cidade, acima da Piazza del Sole. Ele possui um museu e também um restaurante. Há um elevador para facilitar a subida, visto que ele fica bem acima do nível da praça.

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De Castelgrande é possível visualizar os outros dois castelos.

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No retorno da visita aos castelos, ainda deu tempo de passear pelo centrinho de Bellinzona, super charmoso e acompanhando o ar medieval da cidade.

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E nossa maratona ainda não tinha acabado. Esperamos o nosso ônibus para Chur, onde iríamos dormir. O ônibus saiu no horário certinho e demorou cerca de duas horas. Nos deixou exatamente na frente do nosso hotel (Ibis), fizemos check-in e foi impossível sair para jantar. Compramos um lanche no posto de gasolina em frente ao hotel, e fomos dormir exaustos, depois de um dia cheio, mas que valeu cada minutinho de cansaço.

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