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Como queríamos poupar a grana de um trecho de avião, resolvemos ir de ônibus noturno para Bagan. Eu já havia lido um relato de um casal que foi em um ônibus que tinha camas e achei que seria tranquilo. E como a informação sobre o assuntou é bem rara, acho que mais um relato deve ajudar quem está se planejando para ir.

A COMPRA

Segundo descobrimos lá, há três classes de ônibus:

– Primeira classe: ônibus com camas.

– Segunda classe: ônibus bem confortável, com poltronas que reclinam (não muito) e ar condicionado.

– Comum.

Estávamos preparados para comprar a primeira classe, que também era baratinha e tinha camas. Porém não comprei antecipado, e na hora não havia mais lugares disponíveis para aquele dia, apenas na segunda classe.

Compramos a segunda classe por $17 por pessoa. O ônibus sai às 19 horas (a primeira classe sairia à 20, e chega em um horário melhor também), mas nos avisaram muito bem que devíamos pegar um táxi para a rodoviária as 16:30. Achamos exagero mas escolhemos não arriscar.

CHEGANDO À RODOVIÁRIA

As 16:30 pegamos um táxi ($10) para o tal terminal rodoviário. A questão é que esse lugar é muito longe de onde estávamos. Demoramos uma hora e meia para chegar. Ao chegar na em um ponto cheio de ônibus espalhados aleatoriamente ele nos avisou que era ali e disse para descermos. Olhamos apavorados, com a certeza de que íamos nos perder e pedimos para ele nos levar até o nosso ônibus específico. Foi nossa sorte. Ele passou mais de 20 minutos rodando de carro naquele lugar cheio de ruas e prédios como se fossem lojas, mas cada um era de uma empresa de ônibus.

Importante: não conte com informações em inglês nesse terminal rodoviário. Não é um lugar turístico, os birmaneses usam muito os ônibus para se deslocar pelo país e ninguém fala inglês lá . Pelo que vimos, os turistas não usam muito, só tinha um turista francês no nosso ônibus. Peça para o taxista te levar até a porta do seu ônibus, ou os risco de não encontrar é grande.

Antes da viagem ficamos nesse terminal rodoviário,

A VIAGEM

O ônibus era bem novinho, com ar condicionado e as poltronas reclinavam um pouco. Havia uma espécie de comissário que distribui água, lenços umedecidos (eu amava isso na Ásia), cobertores e um lanchinho. No início da viagem ele dava instruções em birmanês, e foi muito prestativo em tentar nos auxiliar e entender. Ele falava inglês. O ônibus estava com ocupação pela metade e assim que ele saiu já ficamos em dois bancos cada um para conseguir dormir.

O Leandro apagou, mas a noite pra mim foi difícil, já que não tínhamos acordado muito cedo e eu não estava morrendo de sono ou cansaço. O motorista buzinava para qualquer vulto que passasse perto, a estrada era simplesmente terrível -mas estava em obras de melhoria, solavancos o tempo todo. Em função da obra, havia muitos desvios e o motorista não era nada suave ao puxar o ônibus para um ou outro lado, e eu passei a noite quase caindo do banco durante as manobras. Mas como eu disse, o Leandro dormiu a noite toda, eu sou muito chata pra dormir em ônibus mesmo.

No meio do caminho há uma parada para lanche. O comissário veio nos ajudar e ficava de olho na gente, provavelmente prevendo que iríamos nos perder. Jantamos em um local super simples, gastamos uns 4 dólares nós dois com janta e cervejas.

No final da viagem consegui dormir um pouco.

CHEGANDO EM BAGAN

Um dos problemas deste horário de ônibus é que chega muito cedo. Logo depois das 3:30 chegamos e fomos cercados por taxistas que queriam nos cobrar 10 dólares para ir até nosso hotel. Como estávamos junto com o mochileiro francês, e ele tinha todos preços anotados, sabia que estava caro. Fechamos por 4 dólares.

O ônibus que sai às 20 horas, chega em um horário que tu pode largar tudo no hotel e ir ver o nascer do sol, já que as diárias começam só depois do almoço. No nosso caso chegamos muito chego e ficamos pateteando um tempão pois faltava muito para o nascer do sol.

Achei que valeu o custo – benefício. Mas eu compraria antecipado para conseguir os ônibus com camas. a Diferença de preço foi gritante: $100 por pessoa, e mesmo dormindo mal valeu muito. Aliás, só eu dormi mal, pois para todas outras pessoas estava ótimo, incluindo o Leandro, que dormiu o tempo inteiro.

 

 

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