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No nosso roteiro super apertado na Ásia, na parte do Myanmar não fui muito esperta. Meus dias eram curtos sim, mas ia dar para fazer o que queríamos se eu tivesse planejado um pouco melhor. Os planos eram passar um dia todo em Yangon e dois em Bagan.

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DIA 1 – Yangon (falhado)

No final escolhemos um vôo no fim da manhã para ir de Bangkok para Yangon pois queríamos dormir um pouco mais. O resultado foi que chegamos perto do meio dia e fomos para as agências com as quais eu estava negociando. Os endereços não são simples de encontrar e todos taxistas que nos atenderam se perderam em algum momento. O primeiro taxista demorou muito tempo até encontrar a primeira agência. Descemos, conversamos e eles estavam com preços absurdos. Desistimos e pegamos um taxi até a segunda agência. O taxi não encontrou o endereço e nos deixou num centrinho e pediu para que perguntássemos, pois era por ali. Resultado: depois de muito custo, encontramos alguém que falava inglês e estávamos muito no lugar errado. A bendita pessoa nos ajudou, nos colocou em um taxi e explicou pro motorista (e escreveu o endereço no idioma das cobrinhas pra gente) como chegar. Chegamos tarde na agência Shan Yoma, que por sinal é ótima, e acertamos tudo. Eles nos ajudaram a comprar os tíquetes do ônibus para Bagan. Neste dia só conseguimos ir ao Botataung Paya, um templo muito mais frequentado pelos próprios birmaneses, que por turistas. Nós éramos os únicos portando uma câmera lá.

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Paga-se $3 para visitar. É preciso deixar os sapatos na própria bilheteria. Ficamos boquiabertos com a quantidade de ouro nas paredes do templo. Na realidade a pagoda é oca e cheia de corredores na parte interior.

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A parte de fora é um complexo, e abriga várias outras esculturas, um grande pátio, e muitos locais praticando sua fé.

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Saindo daí, já pegamos um táxi e fomos em direção ao terminal rodoviário para pegar o ônibus para Bagan, e contei aqui como foi a experiência.

DIA 2 – Bagan

Nosso ônibus chegou antes do que imaginávamos, e fomos para o hotel deixar as coisas. O taxista que nos deixou lá se ofereceu para nos levar até o templo onde veríamos o nascer do sol, espera e nos trazer de volta ao hotel por 6 dólares e o francês nos avisou que era caro (a Ásia te deixa bitolado nisso). Mas o táxi do hotel era 10 dolares só a ida e resolvemos não pagar e ir a pé. Depois de andas uns 100 metros só com lanterninha nos demos conta de que nos perderíamos certo. Estava passando um caminhão e paramos e pedimos ajuda. O motorista nos disse para entrar que ele passaria pelo templo mas ia demorar uns 30 minutos. Foi nossa salvação. Até hoje não entendemos o que era aquilo, um ônibus público talvez. Só sabemos que ele passava nas casas e ia pegando as pessoas. Mesmo passando em vários lugares antes de chegar ao templo, ainda estava escuro quando chegamos.

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O amanhecer foi lindo, com aquela neblina típica de Bagan cobrindo os campos, e as pontas das milhares de pagodas sendo contornadas pela luz do dia.

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E como se já não estivesse lindo o suficiente, os balões começaram a aparecer no céu. Foi um nascer do sol mágico. Em todos os lugares em que já estive, Bagan despertou em mim um sentimento único e até hoje custo a acreditar que estive em um local tão mágico.

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E ainda teve o bônus de conhecer gente. Nessas viagens a gente conhece tantas pessoas, com histórias de vida tão diferentes, e por mais que percamos o contato (como foi o caso, o combo nome + email foi perdido na viagem), fica uma lembrança boa de cada pessoa. DSC00675

Depois disso locamos bicicletas elétricas (uns $3 pelo que me recordo) e voltamos ao hotel para um banho, não sem antes nos perder e passar mais de duas horas rodando sem encontrar nignuém que falasse inglês ou conseguisse ler o nome do hotel no nosso alfabeto. Passamos o dia rodando por Old Bagan.

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São milhares de templos, de todos os tamanhos, formatos, com ou sem esculturas em seu interior.

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No fim do dia voltamos para o hotel para assistir ao por do sol da piscina.

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Neste dia jantamos no próprio hotel, pois não cansávamos de ver os templos.

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DIA 3 – Bagan e Yangon

Neste dia tivemos uma manhã incrível com o vôo de balão, como eu contei aqui. Voltamos e mais um tempinho de bike para nos despedir da cidade. Antes de ir embora passamos na Bagan Tower para conhecer. A vista é ótima e acho uma excelente opção para quem não puder ou quiser andar de balão, mas quiser ter uma vista alta de Bagan

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Dali fomos para o aeroporto pegar o vôo de volta para Yangon. Agora repara na graça que é o aeroporto de Bagan.

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Nosso vôo chegou em Yangon próximo das 15 horas e como estávamos frustrados por não ter conseguido conhecer a cidade no primeiro dia, resolvemos pegar um táxi para ir à alguns lugares que queríamos. Acertamos o preço de 20 dólares por 3 horas de passeio.

A primeira parada foi Chauk Htat Gyi Buddha, o Buda mais gigante da viagem. Ele tem 65 metros e é lindamente decorado.

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Nesta foto dá pra ter uma ideia da dimensão dele.

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Dali fomos ao Kandawgyi Lake, outro lugar que eu sonhava conhecer. Como nosso tempo era curto não aproveitamos como deveríamos, mas o entorno do lago é agradabilíssimo para uma caminhada ao entardecer.

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E por último a Shwedagon Pagoda, incrível. Esse lugar tem uma energia linda, muitos fiéis por lá então é importante não deixar nosso bichinho fotográfico atacar a atrapalhar ou desrespeitar um momento como esse.

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Eu acredito que em um dia inteiro por Yangon, nós já conseguiríamos ver tudo que mais desejávamos na cidade. Em Bagan um dia e meio foi ótimo para ter uma provinha.

Mas claro, isso porque tínhamos restrição de tempo. Para mim seria totalmente possível ficar uma semana em Bagan, mas eu tive que optar.

Eu acho que o Myanmar foi o país pelo qual eu mais me apaixonei nessa viagem e em uma próxima ida à ásia eu certamente voltarei.

  1. Patricia says:

    Olá!

    Estou programando uma viagem para a Ásia e infelizmente terei 4 dias em Myanmar. Gostaria de saber como é o ônibus e a viagem de yangon para Bagan, assim como, na sua experiência, como você faria com 4 dias, indo e voltando para Yangon.

    Obrigad!

    • Camila Alves says:

      Oi Patrícia, tudo bem?
      Eu também tive pouco tempo lá, mas deu para conhecer um pouco.
      A viagem de ônibus foi tranquila, mas poderia ter sido melhor. Há um ônibus da “primeira classe” que tem até camas e o horário é melhor (chega mais tarde em Bagan), mas como não compramos antecipado, não havia mais lugar no dia.
      O ônibus de segunda classe é tipo um leito daqui, mas o motorista dirigia enlouquecidamente hehe. O problema é que chegou muuuuuito cedo em Bagan. Mas pegamos os limões e fizemos um caipirinha: aproveitamos que era super cedo e fomos assistir ao nascer do sol, foi lindo!
      Aqui detalha um pouco mais a viagem de ônibus:
      http://viajantelifestyle.com.br/onibus-noturno-yangon-bagan/

      Eu deixaria dois dias para Yangon. Para não dividir a hospedagem em Yangon em duas artes, chegaria e iria direto para Bagan, e na volta pararia em Yangon por dois dias. Mas isso depende dos orários dos teus vôos claro.

      Se precisar de algo mais, fique à vontade para perguntar 😉

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