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Sabe aquela trip que todo mundo fala que não dá pra fazer? Que é impossível, que vai dar errado, que não vai valer a pena? Então, decidimos fazer ela!

Mesmo com todas indicações contra, encontrei um relato do casal Mikix e vi que era sim possível.

Há três entradas principais para visitar o Grand Canyon: West Rim, South Rim e North Rim. As entradas são distantes entre si e cada uma oferece uma visão particular do canyon.

South Rim é sem dúvida a mais explorada, com muita estrutura e diversos pontos de visualização.

North Rim é uma entrada mais afastada, menos visitada, longe das multidões mas fica inacessível no inverno em função da impossibilidade de acesso causada pela neve. Esta parte geralmente abre entre maio e dezembro, mas procure informações mais precisas antes de ir.

West Rim fica dentro de uma reserva indígena e lá que fica a famosa Skywalk, a passarela de vidro para fora da beirada do canyon, que fica a mais de um quilômetro de altura. Por ser o ponto mais próximo de Vegas, é a parte mais visitada por quem está na cidade, pela disponibilidade de diversos passeios de um dia. Eu cogitei isso, mas quando li o post da Cláudia aqui achei uma fortuna.

O natural seria que fôssemos até West Rim, mas como eu achei caro, meio sem graça comparado à South Rim e não gostei da parte de não poder fotografar, a vontade de ir na suposta parte mais bonita do Grand Canyon falou mais alto. Encontrei pouquíssima informação a espeito dessa viagem meio insana, de 900 quilômetros percorridos em um dia então resolvi fazer a pesquisa por mim mesma.

A nossa idéia inicial era somente fazer o bate e volta, porém outro lugar em que eu sonhava ir era o Antelope Canyon, e adicionando “apenas” duzentos quilômetros à viagem, poderíamos conhecer esse lugar dos sonhos. Além disso, optando por um caminho diferente na ida e na volta iríamos passar por outros lugares interessantes no caminho.

Realmente só tínhamos um dia, mas com quatro dias daria para fazer este roteiro com calma e passando pelos outros vários lugares incríveis que há no caminho, mas não tivemos tempo para parar. Iremos repetir esse roteiro com tempo quando volar à Vegas.

O roteiro final de 1200 quilômetro num dia foi sim uma loucura, mas valeu a pena. Tínhamos três motoristas então ninguém ficou morto de cansado. Se eu precisasse decidir entre fazer ou não essa viagem sabendo como foi, decidiria sem dúvida repeti-la.

O roteiro que seguimos foi esse do mapa. Note que saindo de Page não fomos pela 89, mas sim fizemos uma volta pela 98 e pela 160. Isso porque a estrada estava em obras e só descobrimos isso lá. Isso aumentou em mais 90 quilômetros nosso percurso e adicionou um certo desespero pelo risco de não chegar ao Grand Canyon de dia.

 

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Mapa do nosso roteiro

Saímos do hotel em Vegas às 5 horas da manhã, enchemos o tanque e compramos comida. Nosso roteiro incluía o Antelope Canyon, Horseshoe Bend, Glen Canyon Dam e Grand Canyon.

Neste caminho cometemos uma falha: perdemos a passagem pelo lindíssimo Zion National Park. Ele é maravilhoso e daria a mesma quilometragem praticamente. Porém como eu não tinha colocado esse ponto no roteiro, o GPS desviou e nos mandou ir pela 59. Caso faça isso, aproveite para passar pelo Zion.

O percurso de ida foi realmente muito bom, nem parece que rodamos tanto. Sem conhecer as paisagens do deserto, achávamos tudo lindo, não tinha como dormir com toda aquela beleza passando pelas janelas do carro. Pra completar pegamos um nascer do sol lindo. Os 450 km passaram voando.

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A primeira parada foi o incrível, maravilhoso, lindo de morrer Antelope Canyon, que eu apresentei pra vocês aqui. Um sonho de lugar, não deixes escapar do teu roteiro por nada no mundo.

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Antelope Canyon

 

Depois disso voltamos um pouco para ver a Glen Canyon Dam. Na ida já tínhamos passado reto por ela, mas não paramos pois achávamos que faríamos passeio às 10:15 no canyon. Voltamos, é muito perto da cidade. Não descemos até a represa, ficamos na ponte que cruza o canyon pois o tempo estava curto infelizmente.

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Glen Canyon Dam e o Lake Powell

Pelo que entendi, nesse local que inicia o rio Colorado, e tem um lago lindo, o Lake Powell, com passeios de barco e tal. Parecia ter vários locais legais para se visitar em Page, valeria a pena ter o dia todo lá.
A represa é grande e impressionante. Valeu a passagem.

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Rio Colorado

 

Depois disso pegamos a estrada para ir à Horseshoe Bend, que fica a poucos quilômetros de Page.

Esse local nada mais é do que uma visão do Rio Colorado num local em que ele faz uma volta formando uma imagem parecida com uma ferradura de cavalo. Apesar de ser “só” isso, adorei. O rio corre numa parte profunda do canyon, e nós temos a visão bem do alto. A água verde escura contrasta com o cor de laranja das formações rochosas, gerando uma paisagem linda.

O problema foi que não pudemos aproveitar melhor lá para curtir o visual, tivemos que sair correndo. Quando estávamos chegando à este local descobrimos que a estrada que nos levaria até o Grand Canyon estava bloqueada e teríamos que fazer um grande desvio. Estávamos inclusive achando que não chegaríamos no Grand Canyon de dia, mas pedi informação para um senhor que estava trabalhando com máquinas na estrada e conhecia o local, ele nos disse que chegaríamos sim, em torno de 16:30, e devíamos sair logo. Com essa notícia corremos até Horseshoe Bend (tu estaciona e tem que dar uma caminhada até o local), olhamos, fotografamos e saímos correndo.

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Horseshoe Bend

 

Antes de chegar no canyon fizemos uma parada num ponto de observação. Fica a uns 15 quilômetros depois de entrar na 64, à direita. O lugar em diversas barraquinhas de artesanato dos índios. Não nos demoramos muito. Na verdade nesse lugar fiquei meio frustrada pois pensei que o Grand Canyon no parque ia ser apagado e sem graça como esse lugar. Sorte que foi um engano meu.

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Uma coisa que eu achei super interessante foi que logo que saímos desse lugar o canyon correu perto da estrada e a gente via do carro os buracos no chão.

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Nossa entrada para o Grand Canyon foi pela entrada leste, o que nos cortou um bom pedaço do caminho e já nos colocou dentro da Desert View Scenic Drive.
A parte sul do parque tem duas estradas por onde se faz a visita aos pontos de observação. A Desert View é por onde entramos no parque, e a outra se Chama Hermit Route, e dizem que tem os melhores pontos para apreciar o pôr do sol.

Ao entrar não deixe de parar na Desert View. Nós não paramos e depois vendo as fotos vi que o ponto de observação é lindíssimo.

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Navajo Point

Essa desert view tem 40 km e 5 pontos de observação do canyon. Fique atento, pois além dos 5 pontos principais, tem uns acostamentos melhorados em alguns lugares com vistas lindas, pare também nestes locais.

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Lipan Point

Entramos no Parque Nacional às 16:15 e o por do sol estava “marcado” para as 18:45. Como o tempo estava nublado, nem corremos muito para chegar ao ponto onde queríamos ver o pôr do sol, pois ele não estava aparecendo mesmo.

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Moran Point

Quando começamos a nos aproximar do final da desert view e entrada da hermit route, o sol abriu e o canyon ficou 10 vezes mais maravilhoso (e isso que ele já tinha mais que superado nossas expectativas).

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Chegamos à parte onde ficam os hotéis, paramos para ver e iríamos seguir para a Hermit Route. Porém a estrada estava fechada para carros (só abre no verão eu acho, até tinha nas minhas anotações, mas não dei atenção) e teríamos que ir de ônibus (do parque mesmo, grátis). Como o sol já estava baixo e não sabíamos quanto tempo o ônibus levava, ficamos com medo de nublar e perdermos nosso precioso tempo num ônibus. Ficamos no Hopi House onde tem uma calçada percorrendo a beirada do canyon. Foi a melhor escolha, pois paramos a correria e realmente aproveitamos o lugar. Não tem como descrever o grand canyon e não há foto que capture a beleza e grandiosidade do lugar.

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Dani e Damiano próximo ao centro de visitantes

Certamente ficou aquele gostinho de quero mais, mas como sou adepta à programas alternativos e naturais, quero ir, ficar no parque, descer, acampar e fazer caminhadas, então foi um excelente reconhecimento de local. E quando for novamente tambei quero fazer o passeio de helicóptero.

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Pagamos para entrar no parque $25 por carro, e isso é válido por 7 dias.

No site do parque, aqui tem o mapinha da Desert View com todos pontos de observação e detalhes.

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Nosso sonhado por do sol no Grand Canyon

Saímos do Parque em torno de 19 horas e 23 horas estávamos no hotel em Vegas. A viagem de volta foi tranqüila, a estrada é excelente.
Bate e volta ao South Rim é sim possível e recomendo muito, acho que no West rim tu irá da mesma forma comprometer uma boa parte do dia, então se tiveres mais de um motorista e muita disposição, vá!

 

 

  1. Diego Hernandes says:

    Até que enfim eu achei algum maluco que fez isso!
    Estou indo para lá agora em Maio e esse é o roteiro que eu quero fazer, um bate-volta de Las Vegas para o South Rim.
    Muito obrigado, seu relato é incrível e me ajudou bastante!

    • Camila Alves says:

      Oi Diego! Obrigada, que bom que ajudou!
      Quando fomos tive bastante dificuldade também, geramente o pessoal não faz esses roteiros insanos e puxados, mas eles são muito a minha cara.
      Aproveite muito! Com a estrada aberta deve facilitar bastante.
      Amaaaamos o Antelope Canyon, se puder, passe lá 😉

      Boa viagem!

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